Portuguese PT English EN Spanish ES Italian IT

Púrpura trombocitopênica imune

O que é a Púrpura Trombocitopênica Imune

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma doença hemorrágica relacionada ao baixo número de plaquetas no sangue. As plaquetas nascem na medula óssea e tem como função manter a integridade dos vasos sanguíneos, além de possibilitar a coagulação do sangue.

A pessoa com baixo número de plaquetas apresenta sangramentos espontâneos e hematomas e petéquias ( pequenas manchas vermelhas) . O nome Púrpura é uma referência às manchas roxas que surgem na pele dos pacientes.

 

Causa

A PTI é uma doença autoimune. Ou seja, ela ocorre porque o sistema de defesa do organismo erroneamente ataca e destrói as plaquetas. A causa da reação autoimune ainda não foi identificada. Em alguns casos, ela está relacionada a infecções, outras doenças autoimunes, vacinações, transfusão de sangue, químio e radioterapia ou uso de medicamentos que estimulam o sistema imunológico.

 

Sinais e Sintomas

Os sangramentos ocorrem quando a contagem das plaquetas está muito baixa. Há hemorragia pelo nariz, gengiva, sistema gastrintestinal e pelo trato urinário. Nas mulheres pode haver hemorragia menstrual.
Ocorre ainda a formação de manchas na pele (pequenas e pontilhadas ou maiores e uniformes). Edemas e dores nas pernas também são relatados. A principal causa de morte é a hemorragia cerebral espontânea, pelo baixo número de plaquetas.

 

Tratamento

A maioria dos casos de PTI pode ser controlado, embora existam casos mais sérios que podem até levar a óbito.
O uso de medicamentos à base de corticosteroides é indicado para proporcionar o aumento das plaquetas, mas deve ser ministrado com bastante atenção por conta de efeitos colaterais.

A administração de doses de imunoglobulina por via intravenosa também é útil. Em alguns casos, recomenda-se a retirada do baço. Novos tratamentos que estimulam a produção de plaquetas em nível medular também estão sendo desenvolvidas.

 

Que especialista procurar

Hematologista, imunologista.

Fonte: Livro Doenças Raras de A a Z- Instituto Vidas Raras/ Federação das Doenças Raras de Portugal (Fedra)

© Copyright 2018 Muitos Somos Raros