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Neuromielite Óptica

Neuromielite Óptica

A neuromielite óptica (NMO) é uma doença autoimune inflamatória do sistema nervoso central (SNC) caracterizada por atingir e destruir os nervos ópticos e da medula espinhal.

 

Causa

A doença tem causa autoimune, em que o organismo ataca suas próprias células. No caso da neuromielite óptica, o corpo produz um anticorpo chamado aquaporina 4. Esse anticorpo ataca uma proteína responsável por transportar água no sistema nervoso o que causa a destruição e perda de células e fibras nervosas na medula espinal (mielite) e fibras nervosas no nervo óptico (neurite óptica).

 

Sinais e Sintomas

Os sintomas da Neuromielite Óptica podem variar de pessoa para pessoa. Porém, geralmente, os primeiros sintomas da doença incluem problemas relacionados a visão, como vista embaçada, escurecimento ou perda da visão em um ou ambos os olhos e mancha na visão ou perda de parte do campo visual. Esses primeiros sintomas são comuns e podem estar associados a dor ocular, principalmente à movimentação dos olhos devido à inflamação do nervo óptico (neurite óptica).

No entanto, outros sinais podem indicar a doença, como dormência ou sensação de queimação e formigamento em alguma parte do corpo, fraqueza de um ou mais membros e desequilíbrio para andar. Além disso, alterações do controle da urina e do intestino caracterizam os pacientes da doença, que também podem apresentar:

  • Dores fortes na nuca, nas costas ou em outra parte do corpo;
  • Náuseas e vômitos ou soluços por dias ou semanas e recorrentes;
  • Vertigens e tonturas;
  • Diminuição da audição;
  • Diplopia (visão dobrada);
  • Alterações do sono;
  • Sensação de desmaios devido a baixa pressão arterial;
  • Febre ou temperatura muito baixa (hipotermia).

Os sintomas podem ser passageiros e desaparecer espontaneamente, no entanto, ataques recorrentes dos mesmos ou diferentes sintomas são comuns na doença.

 

Tratamento

Embora a neuromielite não tenha cura, a doença pode ser tratada, geralmente com o uso de corticoides. E em casos mais graves e com crises frequentes a plasmaférese, técnica que retira os anticorpos que causam a doença do sangue periférico, pode ser aplicada. Além disso, outros medicamentos como imunusupressores e anti-inflamatórios também são utilizados.

O paciente ainda conta com o acompanhamento de fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos, que auxiliam na redução de duração e intensidade das crises.

Que especialista procurar

Neurologista.

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