Brasil passará a oferecer tratamento mais moderno e eficaz de forma gratuita a pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica
Por Ricardo Amorim Corrêa, pneumologista, e Muitos Somos Raros*
Há anos, observamos um impacto cada vez maior da doença pulmonar obstrutiva
crônica (DPOC) na vida dos pacientes e na rotina da assistência médica. Trata-se de uma
doença progressiva, subdiagnosticada e é a terceira principal causa de morte no mundo,
segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e ainda representa um desafio para
todos.
Temos notado que os pacientes buscam por atendimento médico já com limitação
importante da função pulmonar, com histórico de exacerbações recorrentes (ataques de
agravamento da falta de ar, tosse e outros sintomas) e qualidade de vida
comprometida em vários aspectos.
Isso dificulta a recuperação e redução dos riscos de complicações, pois a ocorrência de
exacerbações é um forte preditor de evolução desfavorável: pacientes com exacerbações
frequentes apresentam um risco de mortalidade quase duas vezes maior em comparação
com pacientes sem exacerbações, além de maior chance de hospitalizações e deterioração
da capacidade pulmonar.
Publicação original: https://saude.abril.com.br/medicina/dpoc-novo-tratamento-no-sus-pode-mudar-o-desfecho-da-doenca/




